quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Instável.

Eu consigo me superar eu sei. Provei a mim mesma como é possível fazer o maior número de planos em um mês e abandoná-los na mesma velocidade.

São mais de duas décadas e o mundo inteiro já mudou. Tudo muda, menos eu. Em 20 anos, raciocínios foram modificados, territórios foram demarcados, guerras aconteceram, curas foram encontradas, sacrifícios humanos foram feitos e eu continuo a mesma.

Odiando e amando as mesmas coisas. Refutando e subestimando os mesmos atos corriqueiros da minha feminilidade. Negando os mesmos desejos. Sendo escrava do mesmo instinto.

No princípio eu era um caso sem solução, hoje sou uma garota sem jeito. Não tem jeito. O vento sopra para outra direção.

Continuo aperfeiçoando o meu dom infame de puxar assunto com estranhos. Continuo mantendo a tática deplorável de fingir que não estou vendo. Continuo andando como se estivesse participando da abertura de um seriado americano, com uma música badalada de fundo. Eu não tenho mais 15 anos.

Não me interprete mal, só estou tentando ser clara, mas ser prolixa é um dos defeitos mais persistentes da minha personalidade.

O fato é que meu ambiente psicológico anda aflorado por dardos vindos de uma direção contrária que me atrai facilmente.

De repente tudo o que quero é arrumar as malas, ou nem levar malas, e sumir por um instante do campo de visão familiar que se tornou essa cidade.

Meus defeitos não combinam com esse lugar. Eu quero sair. falar palavrão. Deixar o pecado escorrer pelos cantos da boca.

Não quero tranquilidade. Não quero mãos dadas, não quero companhia, não quero coração, não quero alma. Eu só quero o corpo e o fluxo coerente. Eu quero o que me cabe. Eu quero o que cabe em mim. Mesmo que isso esteja há milhas e milhas de qualquer lugar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Peripércicamente...

Quando eu falo de inferno pessoal estou me referindo aos demônios que temos presos dentro de nós, eu falo dos espinhos na carne que carregamos, eu falo das nossas falhas, falo das fraquezas, falo das dores, dos amores, das incertezas, falo do caos interior que só eu e você conhecemos bem.

Nunca neguei ser um paradoxo. Nunca neguei viver na contradição. Portanto, nos dias em que meu sorriso estiver mais largo, saiba que esses serão também os dias em que a alma estará mais pequena.

Quantos sorrisos por aí, não escondem a face mais triste. Máscaras otimistas vagam pelo universo. E eu, sempre tão distraída, me torno mais uma.

O rosto que vejo no espelho todas a manhãs me parece familiar. Nas madrugadas pode chegar a ser irreconhecível. Com todos os truques, com todas as jogatinas, com todos os artifícios usados para esconder-se, quem pode duvidar que a face que se vê é na realidade a tela de proteção do rosto inseguro.

Ninguém precisa saber o que se passa aí dentro. O inferno é seu e só você pode confrontar-se a si mesmo, por que se conhece.

Alguns tentam melhorar um dia ruim escrevendo versos em pedaço de jornal velho. Outros escutam a mesma música freneticamente uma dezena de vezes. Outros choram, outros bebem, outros cantam, outros apenas trabalham. Mas eu, bem, eu. Eu espero o sol nascer de novo. Não há dia ruim que uma aurora não cure.

Alguns dias são mais quentes que os outros. dentro ou fora de você.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Troca

Pode parecer piegas, mas fazemos o que temos que fazer, para poder fazer aquilo que queremos fazer. A vida não nos dá nada de graça. Tudo é uma troca justa.

Tudo é uma troca justa. Uma recíproca. O universo é um bom senhor que nos dá apenas aquilo que merecemos. Embora esse senhor tenha um rosto misterioso e desconhecido, sabemos no fundo, que ele é possuidor das pedras que lutamos para ter em nossas coroas.

A grande piada do destino é o livre arbítrio. A grande piada da ilusão é consciência. A grande piada do amor é a rejeição. A grande e maior piada da vida é a morte.

Caminhamos sem parar afirmando nossas forças, nossas ideias. Flutuamos nas entrelinhas do passado tentando fazer do futuro a nossa conquista. Mas o que está em nossas mãos além do leme maior? O que faz da nossa aventura terrena um conjunto perfeito de boas escolhas? O que faz das nossas decisões, a receita perfeita do bolo? O que rege a alma e acalenta o corpo?

Nos enganamos ao pensar que tudo está sob o nosso controle. O mundo, sem mecânica alguma gira sem parar. O sol, sem mecanismos humanos, nasce e se põe todos os dias.

Me pergunto de onde vem então, a significativa arrogância do ser humano de achar que o mundo depende dele, e somente dele para acontecer.

Nem os amores e as coisas não palpáveis dependem de nós... Em nossas mãos estão apenas as ferramentas necessárias para conquistar os frutos que merecemos colher.

Eu quero trocar apenas o que me cabe. Receber da vida o que eu daria a um amigo. O que está bem aqui nas minhas mãos...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Contra dição. Contra dizer.

Eu nunca cultivei a tristeza, mas é impossível ser imune. A vida é uma mistura heterogênea de tristeza e felicidade. Somos as vítimas constantes desse paradoxo. Somo prisioneiros da boa vontade das forças do universo, de conspirarem contra, ou a favor de nós.

Nós, perdidos no centro do mundo tentando nos encontrar. Tentando crer que o destino não existe e o acaso é um plano subliminar. Existem dias ensolarados em que se pensa em chuva. Existem dias chuvosos que reservam um sol milagroso. No fim, nunca estamos satisfeitos.

Tudo gira em torno da ideia de que sozinhos não estamos, mas sim separados e incrivelmente ao mesmo tempo interligados por uma ponte espiritual.

Eu tento não acreditar em destino. Eu tento desprezar os acasos da vida. As vezes tento aceitar as coisas como são. Geralmente eu acabo me convencendo de que o que tem que ser, será. Vício frenético. Alguém me programou com uma dose forte de ceticismo e outra maior ainda de indecisão.

E eu vou levando a vida sempre caindo nas minhas contradições, por que afinal, o que me define é não saber de onde vem o universo.

Diz o autor norueguês que aquele que quer entender o destino tem que sobreviver a ele. Eu pretendo descobrir o que está reservado para os meus dias no calendário divino ou em qualquer outro que seja.

Eu nunca deixei de acreditar. Só me viciei em me enganar um pouco. Só me viciei em fingir que não lembro.

E somos vítimas da mentira que contamos a nós mesmos, e ainda assim, existe uma ponta de bondade destina a nós.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Forever Young

Quando eu penso em estradas sinuosas eu lembro de uma canção que diz: "todas as estradas que conduzem até você eram sinuosas". Ainda estou tentando achar um significado para o "você" na minha analogia. Essa em especial é antiga e provoca flash's de um passado não muito distante da minha vida, tipo, ontem.

Outras músicas me trazem lembranças da infância, que foi sem dúvida, a que toda criança deveria ter. Meu pai tinha um ótimo gosto musical, e eu lembro de mim aos três anos cantando Forever Young do Alphaville, em cima da mesa da cozinha.

Apesar de 20 anos terem se passado, eu ainda me vejo daquele jeito. De certa forma, eu era bem mais interessante quando me importava apenas com o que meus pais achariam da minha apresentação de talento doméstica. Eu sabia que por mais errada que fosse a minha pronúncia da letra, eu seria aplaudida e mimada no final.

O público é outro. O século mudou, e eu me sinto completamente nua no meio de uma multidão anarquista. De repente as minhas ações já não agradam aos grandes mestres, e isso me frustra, principalmente pelo fato de que eu pareço gostar daquilo que me tornei.

A pressão dos kilogramas. Cílios postiços. Cabelos tingidos. Salto alto. Vestido colado. Blush. Batom. Curvex. Perfume francês. Langerrie. Amor. Ódio. Desapego. Frieza. Noites em claro. Whisky. Eu me pergunto onde está a mesa da cozinha de 20 anos atrás. Onde está aquela menina?

Um dia você cresce e vê seu coração batendo forte por meninos. Um dia você acorda e vê seu corpo em erupção. Um dia você dorme uma menina e acorda uma mulher. Um dia você descobre o que é a vaidade e o que poderá ser capaz de fazer para satisfaze-la.

Um dia, você percebe que o olhar carinhoso dos seus pais já não é o bastante. Você quer o olhar do mundo. Então passa a sair pelas madrugadas a procura de alguém que te faça sentir desejada.

E então percebe que todas as estradas do desejo são sinuosas, e que o mundo é viciado em usar, viciado em prazer, viciado em ter por um momento e abandonar por uma eternidade.

Então, quando toca aquela canção, tudo o que você quer é voltar a ser criança só para poder voltar a sentir o aroma do amor sincero. Aquele que é de verdade e eterno.

Quando o último acorde soa, a menina cresceu e se viu novamente acostumada ao desapego. Foi só um flash. A roleta viciada agora gira na jogatina na mesma direção.

E então ela segue para mais uma madrugada em claro. Ela é mulher.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dona significância...

Tem dias que eu não consigo ouvir bem a voz da minha consciência. Não pelo fato de ela falar baixo demais, pelo contrário, as vezes acho ela firme e imponente, mas não o bastante para me fazer parar pasma para escutá-la.

Eu sinto as vezes que grito sem parar tentando dizer coisas que poucos irão entender. Na maioria das vezes, 9 em cada 10 desistem, logo no início, do meu jogo de xaradas e e frases entrelinhadas.

Eu me dou conta diariamente que o mundo não está pronto para metáforas. O universo parece preferir as coisas escrachadas sem um pingo de romantismo e enfeites. Não que eu não seja fã da simplicidade, longe disso, eu apenas acredito que a realidade monótona vista pelos olhos, pode ser descrita pelos lábios e pelas palavras através de versos. O mundo já é um grande poço de tédio profundo demais para eu querer simplificar ainda mais a minha capacidade de usar as palavras e o seu universo de significados, sinônimos e plurais.

A relatividade nunca me atraiu muito. Sempre preferi o contrário das coisas. Sempre amei o paradoxo. Portanto, se minha alma não grita e eu não escuto bem, não vejo problema algum e permanecer em silêncio. Ela dentro e eu fora.

A ideia central do que se escreve é sempre persuadida por outros sentimentos escondidos na alma. Eu ia falar de tristeza, mas lembrei da grandeza do universo e de todas as coisas que nele habitam.

Eu ia falar de arrependimento. De como é difícil não ter um bom relacionamento com sua consciência, que é na teoria, o seu guia, a "dona significância".

Eu ia falar de erros e de como é complicado assumi-los. Eu ia falar de silêncio, e tentar silenciar. Mas não consigo. Consigo agora?



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meu conselho para você



Sabe aquelas frases feitas, conselhos de avó e filosofias baratas do tipo "se a vida lhe der limões, faça uma limonada"? Pois é, o mundo está cheio delas.

Existem momentos na vida, em que frases otimistas e bem formuladas não são o bastante para tirar alguém de uma dilema. O clichê moderno do "tudo vai dar certo" dito por outras bocas, não faz tanto sentido quando não está saindo da nossa própria.

É preciso ter convicção do que se acredita, do que se diz, do que se pensa sobre a vida. E esse conselho que estou dando, por favor, não entenda como uma regra. Eu não posso ajudar você dizendo que a vida é bela e que tudo vai ficar bem se você fizer o que o ditado manda, mas posso compartilhar meu raciocínio sobre aquilo que sinto e interpreto.

Os outros são universos paralelos ao meu. As vezes a gente encontra pontes para se visitar, nem sempre somos compatíveis, na maioria das vezes somos um paradoxo.

Mas o fato de vivermos no mesmo tempo, época, universo, lugar e sermos vulneráveis aos mesmos males, nos torna tão próximos que poderíamos basicamente criar um manual de sobrevivência social. Isso seria fácil, se não fossemos tão complicados.

Espera, por um segundo esqueci o motivo de eu estar escrevendo sobre isso.

Seguir o próprio conselho e usar a intuição para enfrentar a vida, vale mais do que qualquer outra tática.

Existem tantas teorias formadas, tantas regras impostas sobre tantos assuntos. O amor por exemplo, é o tema que mor das teorias. Homes x mulheres, outro assunto que abastece mesas de bar.

Quem nunca recebeu das amigas o seguinte conselho: "Se ele não te ligar, não ligue pra ele" ou "Se ele gosta de você, vai te ligar".

Vamos esquecer que o mundo é cruel por um segundo, e vamos analisar o fato de que é impossível saber o que se passa na mente do outro.

As pessoas estão sempre dizendo o que você deveria fazer, mas só você pode decidir sobre seus atos. Pagar para ver é uma alternativa corajosa, covardes não consideram essa opção. Então, o que tiver que fazer, faça baseado em seus próprios conselhos.

E se for para se guiar por um ditado, se guie sempre pelo que estiver a favor da sua escolha. Se der errado, bem, a vida e loga para se tentar outra vez.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

In the evening

A tentativa vã de me quebrar o peito em partes, têm atormentado o meu mundo insensível ultimamente. Eu só preciso de um tempo para entender de que maneira não me privar da chance de ser feliz. E a tentativa é falha, mas tentar é um vicio.

A felicidade parece um enorme clichê. Negar creditar nisso caracteriza frieza explicita. Essa é basicamente a maior fraqueza que se pode assumir. Aprendi que aquilo que você mais renega, é no mais profundo âmago do seu ser, aquilo que mais se deseja.

Eu me nego. Eu nego a mim. Eu nego aos outros. Eu nego o que me pedem. Eu nego o que eu quero. Eu paro, eu penso, eu me viro, apago a luz e me arrependo. Corro para você. Você que é passageiro. Você que é o oposto. Você que é céu azul. Você que é vento e poupa e que combina tão bem comigo. Você que se chama destino.

Um dia após o outro revela a minha faceta mais deplorável. Revela o meu paradoxo, revela a minha contradição. Revela o meu “eu” egoísta. O “eu” desacreditado. O “eu” que ama titubear, o “eu” que ama ir, que ama ser.

Eu ouvi "eu te amo" dez vezes outro dia. Eu não acreditei é claro. Por que acreditaria?

Não posso negar que fechei os olhos e imaginei como seria se fosse verdade. E se era mesmo?

Eu procurei a possibilidade de tudo ser um sonho, enquando Led Zeppelin fazia o fundo musical e talvez mais melancolico da minha ternura. Da sua ternura.

Como eu disse, você combina tão bem comigo.

Os ventos dessa vida sopram para todas as direções, te traz vidas, te traz rostos, te entrega amores. Te entrega amores. Te entrega amores no fim do mundo? Te traz amores do fim do mundo?

Isso é uma pergunta lá do fundo da alma. Mesmo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

I come back

Devo dizer que muita coisa mudou desde o meu último post. Talvez agora, somente agora, eu compreenda o que realmente significa a família. Talvez eu ainda esteja enganada a respeito do significado da amizade.

Os últimos meses eu tenho batizado de “tempo de escolhas”. Algumas eu sei, não fazem tanto sentido assim. Mas são as minhas escolhas que me farão chegar ao ponto certo do amadurecimento.

Entre ficar presa a pensamentos ligados a religião e a minha própria racionalidade, eu decidi ser movida a sentimento.

Eu queria poder falar sem meias palavras, mas esse não é o objetivo do blog. O que reina aqui é a metáfora. A linguagem da alma sempre é mais complicada de entender, mas usar os mesmos conjuntos de frases com que dizemos o que sentimos na alma, para perguntar quanto custa 1 kg de carne ao açougueiro é um desperdício, e é maçante. Vão te achar chato. É por esse motivo que aqui, eu relato a minha realidade com outras palavras. Eu posso ser prolixa, inculta e totalmente metafórica.

Senti falta desse lugar. Diz a poesia, que falar alivia males. Eu penso que escrever alivia almas. Alivia a minha. Desengasga, subscreve, fortalece, enxuga, ilumina, modifica, simplifica. Eu nunca fui tão boa com palavras ditas.

Nunca pensei bem na questão.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pois bem...

Depois de séculos afundada em trabalho e uma preguiça emocionante, finalmente entrei em acordo com meu cérebro... Depois de relaxar um pouco por algumas praias da vida, e ter me entregue passionalmente à novas vivências, confesso que andei pensando muito no significado da vida.
Isso não é um monólogo sobre alguém que acha que é o ser humano mais sortudo do mundo só por que descobriu alguma mísera coisa sobre o universo, mas sim uma experiência contida de alguém que se espanta a cada ato novo e improvável de si mesmo. lAguém que se estranha e não se reconhece as vezes... normal, não me sinto anormal...
Eu só quero dizer, que descobri que existe realmente amadurecimento a curto prazo na vida. Eu posso admitir que sou um exemplo vivo desse fenômeno inexplicável, que faz de uma pessoa extremamente idiota um ser altamente consciente disso no prazo de meses...
Será que alguém entendeu o que eu quis dizer afinal? Eu estou tentando dizer que o amadurecimento tem mais a ver com as experiências que você vive e que usa para te tornar uma pessoa melhor, do que com a idade que um individuo possui. Amadurecer não significa ter que viver 50 anos para saber o que é a vida, dura e inexorável... tem mais a ver com o que você escolhe, com as atitudes que você toma, com o raciocínio que você decide cultivar na sua cabeça... Não precisa ficar velho e cansado para ter idéia de como viver a sua vida da melhor forma, e fazer das vivências e fatos ruins que ocorrem, algo vital para a sua caminhada sobre essa terra...
O melhor da vida é o que a gente vive...seja quando for, seja como for, seja com quem for...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dream Theater


Essa é sem dúvida a minha banda de metal progressivo preferida. Não só pela peculiaridade dos arranjos e as técnicas evoluídas do estilo, mas pela sensação que desperta no meu ser quando estou concentrada em cada contra-tempo, em cada efeito, em cada letra, em cada história que é narrada. A música Wither, em especial, é faixa do novo CD Black Clouds & Silver Linings. É uma viajem empolgante dentro de um ser humano que se pergunta sobre o mundo e a vida ao seu redor. Belissíma, você precisa escutar. Dream Theater é uma obra de arte.




terça-feira, 29 de junho de 2010

Adoro suas poucas palavras...

Esse pode ser um momento como outros tantos que já ficaram no passado, mas a sensação que e vem na mente é a mesma.
Embora o mar de palavras que configura o universo seja tão profundo, o meu ser compreende tão bem o que é dito em poucas palavras. O que é dito pelos olhos, o que é expressado por um coração acelerado, o que é traduzido por um sussurro, o que está limitado a imaginação.
Contrariando os diálogos monótonos a alma com sua linguagem sucinta leva a mente a ler a mensagem que se esconde nas entrelinhas.
O mistério é o amparo mais seguro da alma que aguarda no tempo a resposta.
As palavras que os dias usam para nos dizer que o tempo está passando e que as coisas estão mudando não são suficientes para serem percebidas por nossos olhares frenéticos.
A linguagem do tempo deve ser traduzida com o olhar da alma e a razão do coração. Um turbilhão de mudanças está sempre interferindo na calmaria do nosso mar...
Contrariando a lei da linguagem... o tempo com suas poucas palavras nos diz o que realmente vale a pena. São palavras que curam feridas e aliviam dores, são como um antídoto contra o veneno que nós mesmos injetamos em nossas veias...
Como diz a minha velha frase: O futuro é um rosto que não enxergamos de longe.... deixa o tempo passar, para ler nas entrelinhas dos dias o que realmente vale a pena.

"Deixa rolar que um dia vem, vem para falar no seu ouvido e te contar tudo o que eu já falei mais não quis escutar..." Ilumidano - RODOX

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Deixa rolar que um dia vem...

"Tendo a visão eu até posso imaginar o que foi guardado para mim ao lado do sol" (Rodox)
É com essa frase de ânimo é esperança que abro o post de hoje.

Chega um dia em que as madrugadas agitadas já não proporcionam aquilo que você precisa. Tudo parece apenas uma leve impressão de algo quente que não queima.
Ao passo que o corpo procura agir frio o pulso que rege os sentimentos está incendiado pela idéia viciante de não cair no jogo da desilusão, mas é em vão.
Estamos sempre caindo nas nossas próprias armadilhas. Somos como um labirinto obscuro e desconhecido. Planejamos seguir em frente e esquecer o que nos faz chorar mas acabamos retornando ao ponto zero da nossa idiotice. Somos tão imprevisíveis.
Tapar os olhos seria uma opção para quem não aguenta enxergar o desejável. Já dizia a velha frase "o que os olhos não vêem o coração não sente". Pode até haver verdade nesse trocadilho insano, mas tapar os olhos é o primeiro indicio de covardia profunda. Prefiro encarar a face, do que retroagir. Prefiro me dar o prazer de me ver resistir a situação. Há quem considere isso auto-flagelo, eu chamo de provar a si mesmo o quanto pode ser incrível superar o mundo.
Quanto tentamos fugir mais aumentamos a nossa vontade de estar. O ser é escravo da contradição e movido pelo desejo perverso de ser um paradoxo ambulante.
Então, se é para estar sempre voltando atrás como um cão arrependido é melhor encarar a luta pra não deixar escapar a chance de nos ter como hérois.

É sempre bom esperar para ver o que está reservado no amanhã...






sexta-feira, 25 de junho de 2010

I Like it...


Essa é sem dúvida umas das minhas bandas de Rock N´ Roll favorita. Desperta sentidos adormecidos e lados da minha personalidade feminina que geralmente se escondem atrás de comportamentos mais estéticamente corretos. Mas, É pra isso que serve o Rock N´Roll, pra despertar o seu lado mais sacana. 'In the envening" essa música em especial representa muito bem a cultura Zeppelinana, de incitar o lado mais sexy da mulher e faze-la sentir-se o seu tudo. Isso é excitante.


I´m solution?

Se alguém estiver lendo isso me sentirei mais aliviada por não estar falando sozinha, como eu sempre faço na frente do espelho.
Tudo bem, podem pensar que eu sou louca, mas o que movimenta meu raciocínio e todo o funcionamento desse universo do qual sou parte, ainda é um mistério.
Em quanto muitos procuram bases científicas para provar ou não a existência de um ser divino que controla o mundo, eu vivo apenas com a certeza de que é melhor acreditar que Deus existe do que morrer um dia e descobrir que o inferno é real.
Me respondam de forma que só vocês mesmas possam escutar. Por que? É, por que? Faça as suas perguntas...
As vezes é preciso pegar o nosso espírito irônico e guardar em uma gaveta acessível. Não vele a pena desperdiçar uma arma como essa.
A estrada para o inferno parece bem mais graciosa que o caminho do bem que meus pais sempre falam, mas é sempre o mesmo vício que me persegue: confundir o sim com o não, o fim com o começo, o inicio como o meio. No fundo toda mulher é meio assim... tenho que fazer de conta pelo menos que não sou tão atirada a contradição.
Mas é isso, chegamos ao ponto. A mulher em si mesma é uma imensa contradição, ao passo que é a solução para os seus próprios problemas é também a causa mais digna de todos eles.
Pensemos... analisemos por que certos momentos sofremos e nos descabelamos por algo que as vezes não passa de um susto.
Controle seu veneno, usa-lo contra os outros é um problema, mas usar contra você mesma é pior ainda.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

She´s dangerous

Dizem que uma mentira contada 100 vezes se torna verdade. Diga isso a você mesmo pra ver ser acredita.
Eu não me importo com a conseqüência dos meus atos extremistas, eu sei que o pior que pode acontecer é eu me arrepender e ter que voltar atrás... mas nesse ponto, não serei o ser mais covarde do mundo... pode ter certeza, existe gente bem pior!
Um dia você acorda e percebe que fazer papel de idiota está rotineiramente destruindo a sua auto-imagem.
A perspicácia que lhe falta em um momento de alucinação (quando você está prestes a se deixar apaixonar por alguém) é a causa dos seus choros noturnos e seus suspiros de tédio nas noites de sábado. Acorde não caia nas armadilhas da carência.
É comprovado pela escola Universal de Vida Cotidiana que mulheres sem coração são mais felizes. Elas não se deixam levar por noites belas e palavras de um macho triste... elas estão sempre com o botão "foda-se" em atividade.
O problema nessa viajem é que esse tipo ai parece estar extinto, ou nunca existiu.
Ahhhhhh, chega uma hora em que você percebe que está viajando demais e se toca. Nessa hora o céu se abre sobre a sua cabeça, ai você é transportada para uma posição superior: a de uma mulher que conhece a hora de parar e não se submete as idiotices dos assuntos emocionais.
Não estou afirmando que as mulheres devem se tornar geladeiras ambulantes, mas sim defensoras da sua auto-estima, acima de tudo amantes da sua própria intimidade e militantes do respeito e amor próprio.
Não perca muito tempo com fantasias e com as situações platônicas... você nunca poderá ajudar ninguém se não ajudar a sí mesma.
Use o que você sabe ser a sua arma mais perigosa, uma mulher que se ama é um perigo. Seja o centro da sua atenção...

E quanto a mentira... acredite no que for mais agradável, mas não me venha com reclamações.

Calma ai...

Quem um dia qualquer não levantou revoltado por um motivo desconhecido? Isso é quase uma rotina vital a minha nada doce vida.
Hoje a idéia central do raciocínio é: Esse sol é de plástico e eu sou uma ilusão.
O incrível nesse mundo interior transtornado é que o exterior parece um lago tranqüilo em fim de tarde.
É o vício paradoxal de dissimular com a face o contrário do que a alma está sentindo. Nisso sou mestre.
Sei que existe uma cota de revolta, a minha está extrapolando. Se que existe uma cota de ironia, a minha ainda nem começou a contar.
Pode parecer um equivoco odiar as atitudes que se toma na vida, mas todos um dia na vida são tomados pelo arrependimento.
A palavras mais correta é: vergonha... talvez seja esse o motivo da revolta emplacada nas entrelinhas desse caos interior.
Quem nunca acordou com um inferno pegando fogo? O seu paraíso está sempre em perigo...
Momento revolta... momento fogo no inferno... momento "nuss como sou burra"... momento "nunca mais faço isso"... quem nunca passou por isso?

domingo, 20 de junho de 2010

This is a game...

Não adianta questionar os fatos. O que está feito está feito. O que resta agora é amargar a culpa por um tempo e tentar fazer tudo diferente... fácil falar não é?!
Quando eu parei de esperar o céu amanhecer cor-de-rosa para eu poder ser feliz, eu simplesmente o aceitei azul como ele é.
É assim... as vezes não vale a pena insistir em idéias, as vezes é necessário deixar a máquina de emoções esfriar.
Transtornada... se foi uma donzela pela madrugada... fria... tem coisas que só valem a pena quando a alma é burra e pequena.
É, tudo não passa de experiência, que você pode ou não aceitar e anotar no seu caderno de "vezes que me ferrei" e tentar trilhar um novo caminho rumo ao desconhecido. O problema não é para onde você está indo é como você está tentando chegar lá. Vai por mim... não se mate pelas coisas ruins que acontecem na vida, você não é um gato com sete vidas é só um ser humano que possui duas certezas na vida, levar um: You Win ou Game Over.

Loucura

Essa dor pontiaguda que domina minha cabeça, é a prova mais concreta da minha loucura.
Eu desperto em uma manhã fria com o ser completamente tomado pela tempestade. Aquele sol que brilhava ontem não me dá mais certeza nenhuma de nascer outra vez.
O corpo todo sente o que a alma não consegue dominar. A vida inteira paga o preço de uma voz gritando em meio a madrugada.
Aos poucos o ar doce do verão dá espaço a amargura sem razão.
O que resta para a alma confusa é afogar-se em copos rasos de alegrias momentâneas...
Por um instante é como se toda inspiração escorresse pelos cantos da boca com o gosto mais amargo da certeza indigna.
Já é dia sobre a noite e continua escuro. Já é lucidez sobre a loucura e continuo confusa.
Ninguém imagina o quanto a tristeza pode lhes pegar desprevenidos...
Se existe um dia ruim reservado para cada um, a minha cota de fuga já extrapolou, não dá pra fugir dos dias ruins... só não vale se afogar em ilusões...

Estar sóbria me faz ver que a verdade está na liberdade da alma. A minha gritou alto ontem... mas só eu entendo o que ela quis dizer.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Desejo o sol pra você...

Nada melhor do que encarar os dias ruins que rodeiam seu paraíso... Está cheio de cretinice lá fora. É preciso ser incomum para entender que a ilusão disfarça o tédio.

O incrível é que uma alma perfeita não se conforma com o que o destino sugere, nem se abate com as doses secas de sofrimento que a vida lhe serve.

Existe em um ser todo o fulgor de um sol, que se põem exatamente no mesmo momento, toda vez que a dor desperta a esperança.

Existe uma frase que diz: “A noite é sempre mais escura perto do amanhecer...”, justo.

A vida é sempre mais dolorida quando estamos perto de alcançar aquilo que procuramos.

Se existem regras claras nesse jogo de buscas e respostas que é o destino, existe também a vontade de ir além do que se imagina ser o possível.

Somos como lua em suas várias fases. Somos noite, mas também somos dia.

Somos friu e tempestade, mas também somos luz e calor.

Vale a pena lembrar todos os dias que nada, nesse universo infinito em constante transformação, é por acaso.

Nem o sol, nem a distância, nem a dor, nem a saudade, nem bem e nem o mal.

Os caminhos nos levam as vezes por direções que nos deixam tão distantes quanto o sol das seis da manhã.

É sempre hora de abrir a janelas e deixar a vida entrar. É sempre hora de sonhar e se alimentar daquilo que realmente vale a pena. É sempre hora de jogar água no inferno e manipular o seu próprio paraíso. É sempre hora de ser feliz.

As vezes a maior distância traz a companhia mais sincera. A s vezes a maior dor da vida, traz a compensação mais perfeita...

As vezes a nossa visão embaçada do futuro é a porta de entrada para a busca daquilo que realmente queremos do nosso momento agora.

Tantas vezes nos alimentamos apenas dos que sonham... e não nos damos conta de que as nossas barreiras vencidas são a cura para os nossos desafios futuros.

Precisamos ser o nosso sol em meio as tempestades da vida.

O sol de amanhã eu ofereço a você, e se amanhecer nublado feche os olhos, o mundo vai estar ensolarado dentro de ti.